Campanhas Marbis

Quinta,
02 Outubro 2014
 
Visualizador M@rBis
 
 
Visualizador M@rBis
 
Dia 26 de Setembro

26 DE SETEMBRO - DIA 7

  

Em pleno Dia Mundial do Mar, o NTM ‘Creoula’ esteve aberto a visitas no porto de Setúbal. Muitas escolas da região de Setúbal e não só aproveitaram a oportunidade para visitar este e outros navios carregados de simbolismo relativo à história marítima do país. ‘Vera Cruz’, ‘Sagres’ e o já referido ‘Creoula’ foram alvo de autênticas invasões pacíficas de centenas de crianças que subiram a bordo cheias de curiosidade para conhecer o interior dos navios. Tivemos mais de 10.000 visitantes a bordo!


A EMEPC teve também disponível um stand no cais com informações para os visitantes sobre todos os projetos a decorrer na Estrutura de Missão.

Não se pense no entanto que a Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014 esteve parada. Sendo certo que não existiram mergulhos ou trabalhos de triagem, o dia foi dedicado ao carregamento dos primeiros dados recolhidos ao longo dos últimos dias no sistema M@rBis, afinal o principal objetivo desta expedição.

Houve ainda tempo para alguns dos participantes fazerem uma visita ao mercado de Setúbal. Após passarem os últimos dias a observar peixes no seu habitat natural, houve agora oportunidade de encontrá-los num contexto muito diferente...

A primeira parte da Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014 chegou ao fim para alguns participantes e por isso hoje foi também dia de despedidas. 

 


 

diamundialmar.jpg

diamar.jpg

 ©Mónica Albuquerque

 

©Mónica Albuquerque

 

 stand.jpg  edited_small_dsc_3956.jpg

 ©Mónica Albuquerque

 

©Rui Esteves da Silva

 


 edited_small_dsc_3846.jpg  _dsc0076.jpg

 ©Rui Esteves da Silva

 

©Emanuel Almada 

 

 edited_small_dsc_3907.jpg dsc02770.jpg 
 ©Rui Esteves da  Silva  ©Mónica Albuquerque
   
 
Dia 25 de Setembro

25 DE SETEMBRO - DIA 6

  

O dia de hoje ficou marcado pela visita da equipa de filmagens do programa “Bombordo” da RTP 2, que veio a bordo do ‘Creoula’ acompanhar os trabalhos da expedição. Liderados por Tátá Regala, a equipa de filmagens não se limitou a observar a vida a bordo e também acompanhou as equipas de mergulho.

As condições de mergulho voltaram, aliás, a ser impecáveis e os mergulhadores presentearam a equipa de triagens a bordo do ‘Creoula’ com exemplares de ouriços-do-mar e ofiurídeos.

Chega assim ao fim a primeira parte da Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014. Pelo final da tarde, o ‘Creoula’ atracou no Porto de Setúbal, onde vai ficar aberto a visitas até sábado (das 10h às 18h). Terá a companhia de outros navios emblemáticos como a ‘Sagres’ e a ‘Vera Cruz’.


ruiestevesdasilva_2.jpg

© Ana Pires                   

ruiestevesdasilva.jpg       © Rui Esteves da Silva             

tiagoreis.jpg






© Tiago Reis

ana_castanheira2.jpg        © Ana Castanheira


Entrevista a Sílvia Tavares do Projeto Biomares

O Biomares atua no Parque Marinho Luiz Saldanha e é mais um dos projetos que está representado na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014. Sílvia Tavares falou-nos dos objetivos do 
Biomares  e do trabalho que estão a desenvolver na expedição.

54_-_silvia_marques_tavares.jpg

Que características tornam o Parque Marinho Luiz Saldanha um local único?
Sílvia Tavares: Tem uma excecional riqueza em vida marinha, sendo mesmo considerado um hotspot de biodiversidade a nível europeu. Além de estar orientado a sul, encontra-se protegido pela serra da Arrábida que fornece uma boa proteção dos ventos de norte. Isto faz com que as águas sejam relativamente calmas durante todo o ano, servindo de zona de berçários para muitas espécies marinhas. A alimentação também está aqui muito favorecida pela proximidade dos canhões de Lisboa e Setúbal e dos estuários do Sado e do Tejo, que trazem muitos nutrientes. Por outro lado, esta área é praticamente um oásis de rochas, situada entre zonas muito arenosas. A formação de recifes rochosos possibilita uma grande complexidade de ambientes que faz com que muitas espécies aí consigam viver. Por fim, esta é também uma região muito estudada ao longo dos anos. O reconhecimento da sua importância inicia-se logo nas primeiras campanhas do Rei D. Carlos e desde os anos 70 que se começou a alertar para a necessidade da sua proteção.

Em que consiste o Biomares?
ST: O Biomares surge em 2007 e veio fornecer meios financeiros e técnicos para a recuperação e gestão desta área protegida. Após a implementação de uma área protegida é importante avaliar os efeitos das medidas na biodiversidade, e tentar conciliar a proteção das áreas mais sensíveis com as atividades económicas que aqui têm lugar.

Uma das vossas ações mais emblemáticas foi a da recuperação e transplante de pradarias marinhas. Como é que decorreu esta ação e quais as principais dificuldades que encontraram?
ST: As pradarias marinhas são um habitat ameaçado, muito importante para várias espécies que aí encontram refúgio e alimentação. É lá que vivem os cavalos-marinhos e é na base das suas ervas que os chocos, por exemplo, põem os ovos. Funcionam como maternidade de muitas espécies marinhas. Até aos anos 80, a baía do Portinho da Arrábida e região adjacente, a este do Parque, encontrava-se coberta por pradarias que por 2007 tinham praticamente desaparecido. Para as recuperar realizámos mais de 60 transplantes entre 2007 e 2011, que foram antecedidos por um mapeamento das pradarias a nível nacional e estudos genéticos para escolher as mais adequadas. Não tivemos o sucesso desejado devido a constrangimentos naturais, nomeadamente a herbivoria por parte das salemas e a intensidade dos temporais de sul nesses anos. Sobreviveu apenas uma pequena parcela das que foi transplantada, mas que tem estado a expandir-se. A nossa esperança é que continue. Esta ação acabou também por servir para alertar as pessoas da importância das pradarias marinhas e da sua proteção. É importante proteger e monitorizar as que existem, sensibilizando as pessoas para a sua importância.

Muito do vosso trabalho envolve conciliar a conservação de áreas mais sensíveis com as atividades económicas da região. É difícil compatibilizar estes dois “mundos”?
ST: Pretendemos precisamente conciliar os esforços de conservação com a presença das atividades económicas que ocorrem nesta área há séculos. Não são mundos incompatíveis. A nossa função é tentar encontrar um equilíbrio, uma vez que se prevê que ocorra o que chamamos ‘efeito de reserva’: as espécies de interesse comercial e não comercial são protegidas, crescem mais, tornam-se mais abundantes e saem da área do Parque, beneficiando tanto a conservação como por exemplo a pesca e o mergulho.

Quais as principais iniciativas de sensibilização que têm desenvolvido?
ST: Tem sido feita uma grande aposta na divulgação. Estamos instalados no Museu Oceanográfico, onde temos exposições e recebemos visitas de escolas. Fizemos também um documentário de 20 minutos que tem sido distribuído às escolas e fichas didáticas que podem ser descarregadas gratuitamente no nosso site, entre outras coisas. Têm ainda sido criadas várias brochuras informativas direcionadas a diferentes tipos de público. Este Verão, por exemplo, desenvolvemos panfletos que incentivam a descoberta da vida marinha do Parque e que distribuímos a mergulhadores e utilizadores das praias.

De que forma é que a vossa participação na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida 2014 tem contribuído para o Biomares?
ST: Nesta Campanha estamos a fazer amostragem de larvas de peixe. Queremos comparar três zonas do Parque, sendo que uma coincide com a proteção total e área mais abrigada. O objetivo é ver que tipo de larvas de peixe é que aqui estão e como se distribuem. A ideia passa também por comparar os resultados com estudos anteriores à implementação das medidas de conservação. Poderemos assim avaliar a importância das diferentes áreas para o desenvolvimento destas espécies.

Com que impressão ficam desta Campanha?
ST: Tem sido muito útil estar em contacto com especialistas de várias áreas. Aprende-se sempre alguma coisa. Nunca sabemos tudo, não somos uma ilha e o melhor mesmo é construir pontes. Tem sido muito agradável e ainda para mais estamos em casa e gostamos de bem receber.

Saiba mais sobre o Biomares em 
http://www.ccmar.ualg.pt/biomares/biomares2.html

 

 



 
Dia 24 de Setembro

24 DE SETEMBRO - DIA 5

  

Ainda não foi desta que a qualidade dos mergulhos defraudou os participantes da Campanha. Repetiram-se boas condições de visibilidade e temperatura, que permitiram o registo de muitas esponjas e peixes (sargos, tainhas e rascassos).

Dos 27 mergulhos efetuados até agora na Campanha, foram localizadas 26 espécies cuja presença na Arrábida era até agora desconhecida: 14 briozoários, 10 algas, 1 peixe e 1 molusco.

As apresentações de hoje ficaram a cargo de Raquel Gaspar, sobre a monitorização de golfinhos no Estuário do Sado, Diana Carvalho, sobre as coleções do Museu de História Natural, e Luís Gabriel sobre astronomia.
 

 


 

nunovascorodrigues1.jpg

©Nuno Vasco Rodrigues 

 

nunovascorodrigues2.jpg

©Nuno Vasco Rodrigues 

 

nunovasco_rodrigues3.jpg
©Nuno Vasco Rodrigues

ruiestevessilva.jpg
©Rui Esteves da Silva




Entrevista Kit do Mar

Kit do Mar  é o projeto educativo da EMEPC dedicado à sensibilização dos mais jovens para os oceanos. Todos os anos, as Campanhas M@rBis acolhem jovens do ensino secundário que participaram em concursos ou iniciativas do Kit do Mar.

Este ano embarcaram no ‘Creoula’ Tatiana Guadalupe e Gisela Monteiro da Escola Secundária da Baixa da Banheira, e Inês Monteiro e Hugo Silva do Colégio Euro-Atlântico. Estes alunos participaram n’“A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul”, uma iniciativa do Kit do Mar, que lhes deu a oportunidade de integrarem investigações marinhas no Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Tatiana Guadalupe e Gisela Monteiro
Escola Secundária da Baixa da Banheira

bernardo_mata.jpg

Como é que tem sido a experiência de participar na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014
Tatiana Guadalupe: Foi o que de melhor fiz este ano. Aprendi muitas coisas novas. Fizemos triagens e conhecemos muitas espécies. Foi também muito bom conviver com biólogos e mergulhadores. Fez-nos muito bem. Fiquei muito impressionada ao ver que alguns cientistas eram capazes de identificar logo as espécies. Gostei muito de participar. Se houver mais oportunidades não vou pensar duas vezes.
Gisela Monteiro: Infelizmente andei muito tempo enjoada e deitada, mas foi uma experiência muito boa. Se alguma vez voltar espero poder ajudar mais nas triagens.

O que é que gostaram mais da vossa experiência?
GM: Gostei de fazer as triagens e de conhecer mais sobre a biodiversidade marinha.
TG: Gostei de estar em contacto com o mar, de conhecer a biodiversidade marinha e de conhecer biólogos e mergulhadores que percebem destes assuntos.

Como é que acham que a vossa participação na Campanha pode contribuir para o vosso futuro?
TG: Não sei se vou ser cientista, mas permitiu-me ver o mundo de forma diferente. Antes não tinha grande noção da família e do género dos peixes. Agora já consigo olhar para um carapau numa perspetiva de trabalho.
GM: Ainda não sei ao certo o que vou seguir. Mas se for para análises clínicas vou utilizar algum do material de laboratório que vi aqui.

Participaram na Campanha através da vossa participação no projeto “A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul” do Kit do Mar. Qual foi o tema do vosso trabalho neste projeto?
GM: Informámos a população de que não devem deixar de comer peixe só porque tem parasitas.
TG: Para além de alertar a população para o risco dos parasitas, agora já sabemos o que fazer. Já estudámos sobre isso. Acho que foi uma boa iniciativa e que mais escolas deviam participar no projeto.
GM: Já tínhamos participado no Concurso Nacional Kit do Mar e tivemos a oportunidade de entrar n’”A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul”. Fiquei logo muito entusiasmada porque sabia que ia ser importante para mim.

 

Pretendem seguir uma carreira ligada ao Mar?
GM: Ainda não temos a certeza, mas quem sabe…
TG: Quero seguir uma carreira científica. Se será ligada ao Mar já não sei…


Hugo Silva e Inês Monteiro
Colégio Euro-Atlântico

 

 
17_-_ines_monteiro.jpg
 
11_-_hugo_silva.jpg

 


Como é que tem sido a experiência de participar na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014?
Inês Monteiro: Tem sido fantástico, uma experiência muito enriquecedora. Temos aprendido imenso com os investigadores e marinheiros.
Hugo Silva: É uma experiência única e todos os dias aprendemos qualquer coisa.

O que é que gostaram mais da vossa experiência?
IM: Das aprendizagens e de todas as conversas muito interessantes sobre assuntos que normalmente não debatemos.
HS: Pudemos falar de temas que não falamos nas aulas. Golfinhos, algas, etc.

Como é que acham que a participação na Campanha vai contribuir para o vosso futuro?
IM: Contribuiu pela vontade de saber mais. Interessei-me quase sempre pelas conversas dos participantes. Normalmente estamos nas aulas muito como uma obrigação. E sinto-me satisfeita por me estar a interessar por temas que nem sequer são muito da minha área.
HS: Contribuiu bastante para a minha cultura geral.

Participaram na Campanha através da vossa participação n’“A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul” do Kit do Mar. Qual foi o tema do vosso trabalho neste projeto?
IM: O nosso trabalho era sobre ecto e endoparasitas em peixes e bivalves. Trabalhamos com o Kit do Mar em Lisboa e no Porto. Analisámos carapaus, fanecas, mexilhões e amêijoa japonesa e pesquisámos se existiam parasitas que fossem prejudiciais para a saúde humana. Utilizamos métodos laboratoriais e o nosso grande objetivo era alertar a população para o risco de infeção, até pelo aumento de consumo de peixe cru.

Como é que avaliam a vossa participação no projeto “A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul”?
IM: Foi ótima. Foi das melhores experiências escolares que tive. É muito bom ter tido o privilégio de integrar o projeto. Foi mesmo um trabalho a sério e ficámos realmente com a noção do que são as rotinas de um investigador.

Pretendem seguir uma carreira ligada ao Mar?
IM: Nem por isso, mas seria uma segunda opção. Estou a tirar Engenharia e Gestão Industrial.
HS: Estou a pensar seguir engenharia informática.

Saiba mais sobre o Kit do Mar em http://kitdomar.emepc.pt/

 

 

 

 





 
   
Últimas notícias
All contents © copyright 2013 EMEPC Site optimizado para browser I.E. com resolução 1024x768